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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

O ilhéu e o horizonte



Na sequência de um e-mail que recebi de um grande amigo que retornou à Madeira, fala da visão diária do horizonte no Caniço, para além do mar … as ilhas Desertas, todos os dias diferentes, dependendo de vários factores, tempo, hora do dia, etc.

Devido aos cinco anos passados nos Açores ganhei uma costela de ilhéu, também eu tive o “meu” horizonte diário em Angra do Heroísmo durante +/- quatro anos … o ilhéu das Cabras.

Ao ler o assunto do e-mail, fiquei bastante sensibilizado e nostálgico com o tema e as boas memórias retornaram por um período bastante longo ao meu cérebro, assim foi mais um momento de felicidade numa clara fuga à realidade.

Transcrevo de seguida o e-mail recebido, o texto não merece ser “cortado” ou “adaptado”
“…
Como vais? Ponho-me a pensar no que passamos ao longo da vida, no que fazemos ou fizemos, e vou-me dando conta que, quase como um automatismo dentro de mim, estou quase sempre numa espécie de processo de auto-avaliação. Fiz bem? Ou fiz mal?... Ou não fiz e devia ter feito? E se fosse desta maneira, ou daquela... é como ter um cão à perna! Enfim, desabafos...

Já lá vão uns anos, vi um filme de autor americano, daquele tipo cinema de ensaio, que se passava numa loja de esquina num ponto suburbano de Nova Iorque. Era uma loja de venda de tabaco. O dono, todos os dias em que abria o negócio, montava na rua, no mesmo local e na mesma posição, uma máquina fotográfica de tripé, orientada para a sua loja, e tirava uma fotografia. Revelada esta, encaixava-a num álbum. Tinha os álbuns na sua loja. Já não me lembro dos detalhes, mas sei que numa dada circunstância, as pessoas pediam-lhe para consultar os álbuns. A maior razão por este pedido prendia-se com o facto de, enquadrados nas fotos que ele tirava, estarem transeuntes da zona, habitantes que acabavam por ser a memória que dava corpo à imagem.
Quando alguém saia da comunidade, fosse qual fosse a razão, os seus vizinhos iam a esta loja para descortinarem a ou as fotos em que estes figuravam, e desenrolavam-se histórias sobre cada um ou cada uma, numa espécie de rememoração ou homenagem. Sempre achei fascinante esta história, e sempre pensei que seria fascinante poder fazê-lo. Pude constatar, contudo, pela realidade da vida, que não basta querer, é preciso conseguir reunir as condições para poder determinar seja o que for.
 

Vem tudo isto a propósito da fotografia das ilhas Desertas que te enviei. Durante a maior parte dos anos da minha infância aqui na Madeira, a visão das ilhas Desertas foi uma constante. Da casa do meu avô avistava-se uma parte da maior delas, e todos os dias o nascer do sol por detrás da ilha, com nuvens, com chuva, com mais ou menos nitidez, funcionou dentro de mim como uma espécie de máquina fotográfica cuja película registei na minha memória. 

Retornado à Madeira, a viver na parte mais baixa da povoação em que o meu avô viveu, mais perto do mar (no Caniço), tenho à minha frente, todos os dias, a mesma visão, mas agora mais próxima, e vem-me à lembrança a história do dono da loja e das fotografias que ele
pacientemente foi executando.

Mal comparado, é claro, o que eu faço, sem a disciplina diligente do personagem do filme, é fotografar de vez em quanto estas ilhas. Sempre me fascinaram, tão erectas, desafiadoras, rompendo o mar, tão inóspitas como que dizendo "isto aqui não é para o ser humano", uma espécie de último vestígio da mítica Atlântida, do paraíso perdido.

Estava pois eu a contar-te que me acontece amiúde pegar na maquineta, muito simplificada com o recurso do telemóvel, e tirar uma foto. Mais ou menos a partir do mesmo local e ângulo das ilhas Desertas. A diferença aqui é que não há pessoas, apenas a natureza na sua mais que essencial manifestação e mistério.

Tudo isto para te dar conta desta minha partilha, de uma fotografia das Desertas, tirada em dia incerto, mas recente. Uma viagem pelas minhas memórias, como se estivéssemos na loja a folhear um álbum.
..." 


Reserva Natural das Ilhas Desertas, localiza-se a sudeste da Ilha da Madeira, e integra uma área terrestre composta por três ilhas (Ilhéu Chão, Deserta Grande e Bugio) e ilhéus adjacentes, e por toda a área marinha envolvente até à bati-métrica dos 100 metros. As Ilhas Desertas estão dispostas no prolongamento da Ponta de São Lourenço (extremo este da Ilha da Madeira), distando desta 12 milhas náuticas e do Funchal 22 milhas náuticas.
As ilhas foram propriedade privada de duas famílias inglesas da Madeira entre 1894 e 1971, tendo sido compradas então pelo Estado português e convertidas em reserva natural. 


Foto tirada em Caniço de Baixo às 8h25m
Foto tirada a cerca de 2 km acima do Caniço de Baixo





O mundo físico e humano das ilhas, a condição vivencial do ilhéu: a sua ligação ao mar como prisão e destino, a monotonia dos dias parados, a miragem de horizontes distantes para além do mar e do céu.

[Em "A Ilha e o Mundo" (1952), Pedro da Silveira (1922-2003)]

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Regata 8 aos Ilhéus, baía de Angra, Ilha Terceira


Este registo faz com que eu tenha lembranças muito positivas e felizes em várias vertentes: o mar sempre presente; vela de cruzeiro; Açores; Ilha Terceira e Angra do Heroísmo.

Esta regata com 23 anos, em 2018 teve o maior número de participantes que vêm das várias ilhas em veleiros de várias dimensões.
A Regata 8 aos Ilhéus, também conhecida como Angra Bay Cup, é organizada pelo Angra Iate Clube, realiza-se na baía de Angra, na Ilha Terceira. O desafio é partindo da baía de Angra, fazer um oito contornando os ilhéus das Cabras (primeiro pela direita) e o dos Fradinhos, regressando ao ponto de partida fazendo o circuito inverso.

São sempre espectaculares e diferentes as paisagens vistas do mar para terra, como todas as imagens, para além da contemplação, fazem-nos sentir um misto de emoções e em muitas situações ajudam a "matar" saudades.

Esta regata tem-se realizado durante as Festas Sanjoaninas, como curiosidade, muitos participantes nesta regata são participantes noutra regata que termina em Angra do Heroísmo: A Regata das Sanjoaninas Horta/Angra do Heroísmo, uma organização da Secção de Vela de Cruzeiro do Clube Naval da Horta (Ilha do Faial), cuja partida acontece 2 dias antes.


ILHÉU DAS CABRAS, são constituídos por duas pequeninas ilhas, outrora uma só, situadas frente à costa sul da Ilha Terceira, na freguesia do Porto Judeu. São constituídos pelos restos de um cone vulcânico palagonitizado. São os maiores ilhéus dos Açores, onde se percebe que o vulcão que o originou tem sido desmantelado pela erosão marinha e pelas movimentações tectónicas. 
Com estatuto de Zona de Protecção Especial, o ilhéu maior (Ilhéu Grande), a nascente, tem 147 metros de altura e possui, além de várias furnas, uma grande câmara vulcânica. O ilhéu Pequeno tem 84 metros de altura.
A área total dos dois Ilhéus das Cabras é de cerca de 29 hectares e têm uma linha de costa de 3239 m. O canal que os separa é bastante profundo com cerca 200 m de largura.


ILHÉU DOS FRADINHOS, localiza-se na costa Sul da ilha Terceira, em frente ao Porto Judeu, a cinco milhas náuticas (20 minutos) do porto de Angra do Heroísmo e a sete milhas náuticas (25 minutos) do Porto da Praia da Vitória. Local sobejamente conhecido pela excelência dos mergulhos aí efectuados, a sua formação corresponde ao topo de um cone vulcânico submarino, associado à estrutura tectónica, Rift da Terceira. Elevando-se apenas algumas dezenas de metros acima do nível médio do mar, sendo galgados pelas ondas em dias de tempestade, os Fradinhos são grandes rochedos oceânicos que se elevam quase verticalmente relativamente aos fundos marinhos circundantes. Apresentam na sua parte submersa uma morfologia acidentada com grandes declives, cavidades e planos de fractura verticais.

ANGRA IATE CLUBE, é um clube de desporto náutico localizado no Concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, no arquipélago dos Açores. Com a promulgação dos seus Estatutos a 27 de Outubro de 1995, constitui-se como Associação para a promoção dos desportos náuticos. No seu curto período de existência o Angra Iate Clube ombreia com os outros Clubes da Região, tanto pela dinâmica imprimida com os eventos realizados na vela de cruzeiro, onde é responsável pela organização de muitas regatas, como pela escola de vela nos escalões de formação onde promove também o encontro de Escolas de Vela dos Açores.

FOTOS, as fotos apresentadas foram obtidas via internet, créditos para Paulo Rascão (MadreMedia), Wikipédia e portais de turismo.

































































“Navegar é uma actividade que não convém aos impostores. Em muitas profissões, podemos iludir os outros e mentir com toda a impunidade. Num barco, sabe-se ou não. Azar daqueles que querem se enganar. O oceano não tem piedade.”

["Memórias do Mar", Eric Tabarly (1931-1998) - foi um velejador/navegador francês, desaparecido no mar da Irlanda em 13 de Junho de 1998]

terça-feira, 26 de junho de 2018

Deputado em greve de fome por causas ... sim, em Portugal!

Ver um deputado em greve de fome por causas é deveras raro, sim, em Portugal, não, não é no Continente, é deputado regional, eleito pela pequena Ilha do Corvo nos Açores, desde 2008.

Este deputado do parlamento açoriano de seu nome Paulo Estêvão, do PPM, já não é a primeira vez que utiliza esta forma de luta para defender o que considera injustiças e desigualdades para a população da Ilha do Corvo relativamente às restantes ilhas do arquipélago.
Na altura ao ouvir esta notícia no noticiário da RTP não liguei muito, passado alguns meses deparo-me com a notícia numa pesquisa, após ler atentamente, despertou em mim curiosidade por maior conhecimento desta e restantes notícias acerca deste deputado e as suas formas de luta, porque não terá sido mais divulgado? Os bons exemplos não se copiam e além disso sempre ouvi dizer que a "cantina" da assembleia da república até nem serve mal ... e o povo está tão distante entre períodos de 4 anos e além disso toda a energia deverá ser direccionada para outras actividades paralelas.

Quem é o deputado Paulo Estêvão, tem 50 anos, natural de Serpa, no Alentejo, chegou aos Açores em 1995, pouco depois de ter concluído a licenciatura em História na Universidade de Évora. Foi professor da disciplina na Terceira, no Faial e no Pico, até aterrar no Corvo onde foi director da escola local entre 2001 e 2008. Foi pela mão do CDS que entrou na política activa. Chegou a ser vice-presidente do CDS-Açores, antes de se filiar no PPM, em 2000. Oito anos depois foi eleito deputado pelo circulo do Corvo, repetindo a eleição nas regionais de 2012 e 2016.


Ano: 2018
Causa: Ausência de uma cantina na Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira, a única na ilha do Corvo, que é frequentada por 42 alunos.
Forma de luta: 12 dias de greve de fome
Paulo Estêvão: “Estou a lutar contra uma discriminação. Contra uma brutal discriminação. Sei que isto que estou a fazer é uma aflição para a minha família e para os meus amigos. Mas não posso desistir, enquanto o governo regional continuar a tratar o Corvo de forma diferente das outras ilhas. Existem freguesias ainda mais pequenas do que o Corvo, onde a proximidade da escola com a casa dos alunos é maior, e têm cantina escolar. Apresentei propostas de alteração ao orçamento. Projectos de resolução. Até boicotei o jantar oficial com o Presidente da República, e nada…”, reclama, dizendo que, enquanto nas outras ilhas o governo regional introduziu a opção de refeições vegetarianas e chega a manter as cantinas abertas durante as interrupções lectivas, o Corvo, a ilha mais pequena do arquipélago, continua a ser esquecida. No fim da greve, Paulo Estêvão fala em compromisso com o governo açoriano e termina greve de fome. Executivo diz que não cedeu, e que a solução já estava prevista desde o ano passado.


Ano: 2011
Causa: Instalação de um Eco-museu no Corvo
Forma de luta: Comprou e doou à região um edifício
Protagonizou outro episódio pouco ortodoxo, face às reticências do governo açoriano em instalar um eco-museu no Corvo – “era a única ilha do arquipélago que não tinha um” –, Paulo Estêvão comprou e depois doou à região um edifício do século XVII para aí ser instalado o espaço museológico. Apesar de ter recebido solidariedade dos restantes partidos da oposição e “nem uma palavra” do governo regional. O eco-museu será inaugurado este ano.


Ano: 2009
Causa: Instalação de uma delegação da assembleia regional no Corvo
Forma de luta: 3 dias de greve de fome
Paulo Estêvão esteve quase três dias em greve de fome, para exigir a instalação de uma delegação da assembleia regional no Corvo, que era, à data, a única ilha do arquipélago sem essa extensão do parlamento. Só terminou o protesto, depois de ter uma garantia “por escrito” de que o problema seria resolvido. E foi. 


O belo Caldeirão






A ilha do Corvo é o meu mosteiro. A finisterra de onde se pode observar, em silêncio contemplativo, o resto do país. É um lugar mágico, de gente maravilhosa.

[Paulo Estêvão] 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

8 de Junho - Dia Mundial dos Oceanos



O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado todos os anos no dia 8 de Junho.

A celebração dos oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou na cidade brasileira do Rio de Janeiro em 1992. Em 2008, as Nações Unidas decidiram que o dia 8 de Junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos, tornando-se a data oficial.

Dezenas de países celebram a data, incluindo Portugal, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera.

A importância dos oceanos para a preservação das espécies e da biosfera é um dos vários factos destacados pelas Nações Unidas, que escolhe todos os anos um tema central para o debate de novas ideias e projectos de preservação e protecção dos oceanos.

O tema central de 2018 foi a poluição provocada pelos plásticos nos oceanos. Impacto e soluções para um oceano mais saudável.




Os oceanos ocupam dois terços da superfície da Terra e por meio da interacção com a atmosfera, litosfera e biosfera, têm um papel importante nas condições climatéricas do planeta. Por outro lado, os oceanos não são apenas o habitat de um vasto número de plantas e animais, mas também fornecem comida, energia, oxigénio e múltiplos recursos aos seres humanos.

Os oceanos são ainda o principal regulador térmico do planeta, absorvendo mais de um quarto do dióxido de carbono libertado pelas actividades humanas.


https://www.ipleiria.pt/estm/wp-content/uploads/sites/21/2018/05/conferencia-1024x497.png

No âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Oceanos, a Comissão Nacional da UNESCO (CNU) em parceria com Comité Português para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) e a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM – Peniche) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), organizaram a Conferência “OCEANOS: SENSIBILIZAR para AGIR, PROTEGER para VALORIZAR”. 

O Programa da Conferência, enquadrado pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, contemplou o papel da COI no que respeita às metas do ODS 14 – “Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável” e a preparação do roteiro de implementação da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030). A CNU e o ESTM abordaram temas e projectos em torno da protecção da vida marinha desenvolvidos em territórios nacionais designados pela UNESCO como Reservas da Biosfera.
Esta iniciativa foi igualmente uma oportunidade para ilustrar um conjunto de boas práticas e iniciativas que têm vindo a surgir no seio da sociedade portuguesa, que contribuem para a valorização e preservação dos oceanos. Houve vários painéis em torno da cidadania, da arte e da ciência ligada aos oceanos e que contaram com a presença  de personalidades e instituições de reconhecido mérito. No final da conferência, discutiu-se o tema relacionado com o contributo de Portugal para atingir as metas associadas ao ODS 14.


RESERVA MUNDIAL DA BIOSFERA, é um estatuto atribuído pelo Programa Homem e Biosfera da UNESCO a certas áreas protegidas. Este estatuto é concedido a áreas protegidas que cobrem porções de ecossistemas terrestres ou costeiros e que cumprem certos requisitos, como obter meios de conciliar a conservação e o seu uso sustentável dos elementos da biosfera, particularmente a diversidade biológica. Em 2017 são 669 locais ou regiões distribuídos por 120 países, incluindo 16 transfronteiriços. 

REDE PORTUGUESA DE RESERVAS DA BIOSFERA, actualmente estão inscritas 11 reservas portuguesas na Rede Mundial de Reservas da Biosfera: Boquilobo (1981), Corvo - Açores (2007), Graciosa - Açores (2007), Flores - Açores (2009), Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês –Xurés (Portugal/ Espanha) (2009), Berlengas - Peniche (2011), Santana - Madeira (2011), a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica (Portugal/ Espanha) (2015), Fajãs de S. Jorge - Açores (2016), a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo/Tajo Internacional (Portugal/ Espanha) (2016) e Castro Verde (2017). 

FOTOS, todas as fotos publicadas foram obtidas na web dos sites da Câmara Municipal de Peniche, Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e World Ocean Day.


As Berlengas são Reserva da Biosfera da UNESCO desde 2011.


































Nos anos de 2009 e 2010, nos "JOGOS FLORAIS DA RENDA DE BILROS DE PENICHE" houve concurso de poesia livre, sonetos e quadras populares sobre o tema "BERLENGAS". Não resisto a publicar os vencedores das quadras populares no ano de 2010.

1.º Lugar - Alice Pitau Coelho
Calou-se a terra e o mar,
Calou-se o airo e a pardela.
Por todos disse a gaivota:
Berlenga: és a Ilha mais bela!...

2.º Lugar - Acácio Madeira Pinto
A Berlenga maravilha
Que tanto poeta cantou
É a mais bonita ilha
Que a Natureza criou. 

3.º Lugar 2010 - Maria Amélia Brandão de Azevedo
Quis Deus o mundo criar
Mas decidiu ser preciso
Pôr a Berlenga no mar
Para haver um paraíso!

Menção Honrosa - Orlando da Fonseca Fernandes
Quando o mundo Deus criou,
Berlenga, tenho a certeza,
Com amor te baptizou:
“Encanto da natureza”!


Menção Honrosa - João Baptista Coelho
Nos poentes outonais
Que espelham, no mar, a ilha,
a Berlenga é muito mais
do que simples maravilha. 

Menção Honrosa - António José Barradas Barroso
Pois se a natureza cria
A beleza, a cada instante,
Na Berlenga, a poesia
Foi o primeiro habitante.