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quinta-feira, 21 de junho de 2018

A ouvir Neil Young há 3 dias ... de trás para a frente.


Não sei porque motivo me veio à lembrança Neil Young, já não o ouço há algum tempo, principalmente os últimos trabalhos. Assim, decidi actualizar a discografia que tinha e tomei a decisão de ouvir da frente para trás por ordem de anos de edição dos vários trabalhos.
Que agradável surpresa, normalmente costumo fazer ao contrário para apreciar a evolução, no caso do Neil Young, deve ser o cantor com mais álbuns ao vivo editados ao longo dos anos intercalados com obras mais recentes, como exemplo: a seguir ao álbum editado e de 2009 (Fork In The Road), ouvir o álbum editado em 2009 (Dreamin Man Live '92) e de seguida ouvir o álbum editado em 2008 (Sugar Mountain - Live at Canterbury House 1968), num espaço de 2 horas ouvir musica e interpretações com intervalos de tempo significativos.

Neil Young sempre demonstrou não ter medo de experimentar vários estilos musicais, mas retorna sempre ao seu estilo original com o qual me identifiquei desde sempre, o folk e o blues rock.

O até agora concerto da minha vida é de Neil Young, em 9 de Outubro de 1982 em Estocolmo, como sempre fazia procurei preparar-me para o concerto, adquiri as cassetes dos 2 últimos trabalhos editados, "Re-ac-tor" de 1981 e "Hawks & Doves" de 1980, o walkman foi a minha companhia diária porque apostei que a grande incidência da actuação no concerto seria sobre estes álbuns mais canções antigas. Fui completamente ultrapassado pela realidade, concerto muito dinâmico e enérgico com 3 áreas muitos distintas, folk, rock e electrónica (estava em preparação o álbum "Trans"), apesar da duração do concerto no fim ainda houve 6 musicas extras. Músicos muito bons com especial destaque para o Nils Lofgren, espectacular ... parecia que tinha pilhas Duracel.
No dia anterior tinha dado um concerto em Gotemburgo, devem ter aquecido para o concerto de Estocolmo que foi considerado pela crítica como o melhor dos 2 sem comparação possível.
Para se ficar com uma ideia do meu estado, não consegui ir de transportes para casa, fiz o longo percurso a pé como única forma de digerir toda a energia acumulada.


Esta crítica foi originalmente publicada pelo jornal Nerikes Allehanda em 11-10-1982.

     Uma lenda do rock visitou a Suécia. Neil Young fez dois concertos, Gotemburgo na sexta-feira e Estocolmo no último sábado, que serão recordados por um longo tempo. Havia expectativa em todos os campos, esperanças e excitação andavam no ar. Neil Young não só abraça todas as altas expectativas, ele fez desses concertos momentos inesquecíveis, com mil destaques.
     Todos participaram nos dois concertos de Neil Young na Suécia, dois estádios de hóquei no gelo lotados (11.000 a 12.000 pessoas) e alto astral. Foi um resgate em massa no retorno do filho perdido, Neil Young está de volta aos nossos corações.

     Em menos de duas horas, é claro, ele só tocou uma pequena fracção de sua produção de discos. Mas depois da impressionante introdução de "Cinnamon Girl", "Everybody Knows This Is Nowhere" e "Southern man" fui derrotado e vendido. Nada poderia acontecer de errado de qualquer maneira, apresentou um punhado de músicas recém-escritas com um som muito experimental.
     Neil Young é um roqueiro, compositor popular, músico country, guitarrista de blues e agora também um homem com interesses electrónicos. Juntamente com Nils Lofgren, eles realizaram cenas quase teatrais, onde cantaram através de um vocoder, a chamada distorção de voz, e a cena foi às vezes transformada em pura ficção científica.
     Pode ser que seja a onda sintética inglesa que introduziu Neil Young nas possibilidades electrónicas da música rock, mas isso soa completamente diferente, mais excitante e incrivelmente eficaz. Com uma mistura única de emoção e electrónica, Neil Young deu mais um passo natural na sua já indescritível carreira.
     O mesmo lance contraditório e incidência irreversível encontrada nos discos de Neil Young também contou para o concerto. O mesmo homem que numa canção "Like a hurricane" quase apagou as cordas de sua guitarra eléctrica, na próxima (um re-arranjado) "The Old laughing lady" tocando um violão puro e bonito. Mostrou grandeza.
     O grupo de companheiros do Crazy Horse expandiu-se e se tornou um grupo bem conhecido. Já mencionado, Nils Lofgren, como guitarrista, ficou à sombra de Neil Young, mas dançou na sua maneira especial, enquanto cantava, tocando o sintetizador e piano. Ralph Molina era uma autoridade por trás dos tambores e percebeu o quão importante ele foi para Crazy Horse e Neil Young ao longo dos anos.
     O baixista do Old Buffalo Springfield, Bruce Palmer, o percussionista Joe Lala e o guitarrista Ben Keith também ajudaram a levar o concerto a infinitas alturas, às vezes.

Claro, eu senti falta de muitos clássicos de Neil Young, mas as 21 músicas (das quais duas foram cantadas por Lofgren) que ele escolheu ainda representavam uma imagem completa do lendário artista. De rock discreto a belas baladas.
      "The Needle And The Damage Done" executada pelo próprio Neil no palco no topo do cais de dez metros de comprimento que se estendia sobre o parquet. Das alturas baixas, parecia que ele estava literalmente sendo executado em mãos estendidas. A música é um beijo na cara daqueles que afirmam ser preconceituosos e ignorantes que toda a música rock se propaga por drogas. Aqui ele nos contou sobre a dependência, as consequências e a morte inevitável.
     O final do concerto foi tão impressionante quanto a introdução. Em "My my hey hey" o inferno começou e o Ice Hall tornou-se um puro inferno e transformou-se num pequeno e intimista clube de rock. Molina deu um olá para trás da bateria, Lala bateu com as palmas reforçadas com microfone (!) E Neil acenou para longe com tons de guitarra que não pareciam possíveis. Como se tivessem sido inventados ao mesmo tempo, foram jogados para fora dos alto-falantes.
     Uma versão ofegante de "Like a hurricane" antes do palco ficar vazio e escuro com Neil a retornar com o violão "Helpless", em Gotemburgo com Nils Lofgren no acordeão.
     Uma versão para todos os temas de "Sugar Mountain" e quando uma versão hard-tough de "Mr. Soul" tinha sido tingida, o recinto escuro tinha sido iluminado, prometi a mim mesmo nunca comparar diferentes concertos com diferentes artistas em diferentes ocasiões.
     É um roqueiro de 36 anos e a lenda ainda é jovem. Para sempre jovem.

Músicos:

Neil Young: voz, guitarra, teclados e vocoder
Ben Keith: pedal steel guitar, slide, teclados e voz
Nils Lofgren: guitarra, acordeão, teclados, vocoder e voz
Joe Lala: percussão
Bruce Palmer: baixo
Larry Cragg: Banjo
Ralph Molina: bateria e voz
Joel Bernstein: sintetizador

Alinhamento das músicas:
Cinnamon Girl
Everybody Knows This Is Nowhere
Southern Man
Computer Age
If You Got Love
Are You Ready For The Country?
Soul Of A Woman
A Little Thing Called Love
Old Man
The Needle And The Damage Done
The Old Laughing Lady>Guilty Train
After The Gold Rush
Transformer Man
I Don't Want To Talk About It
Beggars Day

Músicas extras:
Sample And Hold
Hey Hey, My My
Like A Hurricane
Helpless
Sugar Mountain
Mr. Soul

Completando a informação sobre a época ...

Os anos de 1980 e 1981 foram praticamente livres de digressões e concertos com Neil Young, mas em 1982 seria diferente. No verão de 1982, lançou a sua recém-composta e relativamente grande banda, chamada Trans Band, numa
digressão de duas semanas no sul da Califórnia. Antes, esteve na Europa, em Agosto em França para a grande estreia do novo espectáculo. Depois seguiu-se a Alemanha, Itália, Suíça, Holanda, Inglaterra, Bélgica e Noruega, ele chegou a Gotemburgo no dia 8 de Outubro.

As origens e contactos anteriores dos musicos da Trans Band com Neil Young, Nils Lofgren foi um dos primeiros membros do Crazy Horse, a banda mais comum de Neil Young, onde o baterista Ralph Molina também tocou.
Bruce Palmer, colega mais velho de Neil fazia parte da primeira edição de Buffalo Springfield, mas foi forçado a deixar o grupo devido a vários crimes relacionados a drogas que o fizeram ser expulso dos Estados Unidos, tocou em vários grupos desconhecidos antes de aparecer de repente em 1982. Ben Keith, era outro músico bem conhecido no círculo de Neil Young, tocaram juntos em muitos discos durante muitos anos.
Joe Lala foi durante dez anos membro de Stephen Stills Manassas, mas era um músico de estúdio experiente em muitos contextos diferentes. Larry Cragg e Joel Bernstein também são mencionados como músicos de estúdio.

Uma semana depois da visita sueca, todo o concerto de Neil Young em Berlim foi filmado e divulgado em vídeo.

Nos últimos dias de Dezembro de 1982, o álbum "Trans" foi finalmente lançado e foi uma grande decepção. Como resultado, Neil Young nunca mais voltaria a essas áreas musicais.


VOCODER, é um instrumento analisador e capaz de sintetizar a voz humana, funciona como um codificador vocal. A sua função principal no campo de música é de tornar a voz humana numa voz sintetizada. O vocoder foi introduzido nos anos de 1930, originalmente para aplicações no campo de telecomunicações com fins de codificar a voz para transmissão electrónica com seu uso primário sendo comunicação de rádio segura (i.e. protegida), em que a voz tem que ser digitalizada, encriptada e, então, transmitida num canal de banda vocal estreita.

JOHANNESHOV ISSTADION, é um pavilhão gimnodesportivo e um estádio de hóquei no gelo localizado na cidade de Estocolmo, Suécia. Foi inaugurado em 1955 e tem capacidade para 8 094 pessoas durante eventos desportivos.

FOTOS, todas as fotos publicadas foram obtidas na web dos sites do jornal Nerikes Allehanda, Revista Rolling Stone e WikiPédia.



 
Fotos do concerto
de 1982



















Tenho um bilhete igual, tenho que o encontrar para substituir a imagem apresentada.















Neil Young - In Concert 1971 BBC




A Melhor Parte da Nossa Memória está Fora de Nós

As recordações em amor não constituem uma excepção às leis gerais da memória, também ela regida pelas leis do hábito. Como esta enfraquece tudo, o que mais nos faz lembrar uma pessoa é justamente aquilo que havíamos esquecido por ser insignificante e a que assim devolvemos toda a sua força.
A melhor parte da nossa memória está deste modo fora de nós. Está num ar de chuva, num cheiro a quarto fechado ou no de um primeiro fogaréu, seja onde for que de nós mesmos encontremos aquilo que a nossa inteligência pusera de parte, a última reserva do passado, a melhor, aquela que, quando se esgotam todas as outras, sabe ainda fazer-nos chorar.


["A Melhor Parte da Nossa Memória está Fora de Nós" em "A Fugitiva", Marcel Proust (1871-1922)]

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Prova de náutico-modelismo rádio controlado, Estocolmo, Suécia.



Durante a estadia na Suécia de 1982 a 1984 fomos ver uma competição de náutico-modelismo (barcos) rádio controlados, novidade para mim, forçados por um colega Mário aficionado em tudo o que seja máquina telecomandada, fosse avião, helicóptero, mota, carro, etc. a quem demos o nome de "Ó da máquina". 

Assim, num fim-de-semana fomos até um lago próximo em Estocolmo para ver a prova e todo o ambiente à volta. Os concorrentes estavam todos atarefados com a preparação dos barcos, quando chegava a hora da competição os pilotos subiam a uma torre a partir da qual eram comandados os barcos, o público podia circular, apreciar e tirar fotos. Na água havia barcos normais que procediam à recolha dos barcos sinistrados ou avariados, em terra era um típico ambiente de competição, com muita alegria, frustração, stress, quanto às palavras não dominávamos o sueco para perceber!.

Em competição e que poderá ser comprovado pelas fotos tiradas os barcos na água pareciam os "grandes" tal a velocidade, o aspecto do barco com publicidade e uma réplica de piloto, as curvas espectaculares, a perícia dos pilotos e a competição entre eles. Como os motores eram a gasolina para além do barulho também era possível sentir o cheiro.

Estivemos entretidos uma tarde inteira, o tempo foi passando e regressamos ao final da tarde a casa bem dispostos.

Antes de escrever este blogue estive a pesquisar por modelos actuais de barcos rádio controlados para poder ficar com uma ideia acerca de preços e especificações técnicas. Seleccionei o site "rtr-modelismo.com", no modelo "SPARTAN RTR", fabricado pela TRAXXAS, com custo unitário de 539,95 €, com as seguintes especificações técnicas:
Características :
  • Velocidade de origem : +/- 48 Km/h
  • Equipado com rádio Traxxas Link em 2.4Ghz
  • O kit incluí 2 baterias Nimh de 8.4v
  • Motor brushless Velineon com arrefecimento a água
  • Variador XL-6 compatível com o uso de bateria Li-po até  6S
  • Casco em V para optimização de massas
  • Suportes de baterias ajustáveis com fitas eficazes para segurar as baterias colocadas no modelo
Necessita :
  • 8 pilhas AA para o comando
  • Carregador para as baterias do modelo
Fiquei impressionado com a velocidade de 48 km/h sobre a água, no mesmo site podemos ver um vídeo de um teste efectuado com uma câmara montada no barco, dá para se ficar com uma ideia. Veja o vídeo aqui.



MODELISMO, o modelismo é a recriação, em escala reduzida, de modelos de carros, navios, aviões, helicópteros, comboios, entre outros. Essas recriações podem se destinar a actividades profissionais, mas, de um modo geral têm carácter recreativo. Existem os seguintes tipos entre outros (fonte Wikipédia):
  • Aeromodelismo - é a construção de modelos, em escala reduzida, de estruturas aeronáuticas e aeroespaciais (aviões, balões, foguetes etc.);
  • Auto-modelismo - é a prática de modelismo em automóveis, que podem ser de controle remoto ou estáticos. Entre os auto-modelos de controle remoto existem os movidos a combustível ou eléctricos;
  • Ferro-modelismo - é a prática do modelismo ferroviário, este passatempo pode assumir diversas facetas, desde a simples exibição de miniaturas em cenas reduzidas à construção integral de complexas maquetas onde miniaturas de composições ferroviárias circulam nas ferro-vias, em ambiente que reproduz detalhadamente uma determinada região, com as suas características geográficas mais relevantes;
  • Hélio-modelismo - é a construção em miniatura de helicópteros (civis e militares), mantendo suas mesmas características para voo, normalmente, com controlo remoto, utilizando motores a explosão (combustão interna) e eléctricos;
  • Náutico-modelismo - o mesmo que navio-modelismo, o náutico-modelismo é a construção de modelos reduzidos de veleiros, transatlânticos, barcos e navios (civis e militares);
  • Plástico-modelismo - todos os modelos são necessariamente feitos de material plástico, destacadamente da família do estireno, sendo que alguns "kits" podem ter (ou permitir a adaptação de) motores ou formas de propulsão ou locomoção. São simples modelos plásticos em escala. Existem plástico-modelos de vários tipos, como de aviação (civil ou militar), veículos civis, carros de competição, motos, militaria (carro de combate, transporte especializado, canhões e peças de artilharia), navios e embarcações e até mesmo de figuras.

RÁDIO CONTROLADO, o modelo é controlado por meio de um rádio de controle remoto e é, actualmente, a mais praticada dividindo-se em duas modalidades, que se diferem pelo seu tipo de motor: modelos com motores a explosão (combustão interna) e os modelos com motores eléctricos.

COMBUSTÃO INTERNA, os modelos de combustão utilizam como principal combustível o metanol, com uma percentagem de nitro-metano que vai até uns 40%, sendo aconselhável, para maior durabilidade, não ultrapassar os 20% a 25% misturado com óleo 2 tempos, geralmente sintético, mas por vezes à base de rícino.

FOTOS, as fotos publicadas foram tiradas por mim no formato slide, mais tarde digitalizadas mas a qualidade não é a melhor .





























A competição com os pilotos na torre.

Preparação da partida


A partida

A competição






























































A recolha dos sinistrados e avariados, muitos viravam e ficavam ao contrário.

Final da competição e da tarde.














Havia esta beleza no parque de estacionamento, foi objecto da nossa admiração, comentários e fotos.










Muita gente só é capaz de uma felicidade reduzida: o facto de a sua sensatez não poder proporcionar-lhes mais felicidade não constitui um argumento contra ela, não mais do que se deve ver um argumento contra a medicina no facto de serem algumas pessoas incuráveis e outras sempre doentias. Que cada um possa ter a hipótese de encontrar justamente a concepção da vida que lhe permita realizar o seu máximo de felicidade: isso não impede necessariamente que a sua vida permaneça lastimável e pouco invejável.

["Cada um Tem o Seu Conceito de Felicidade" em "Aurora" (1881), Friedrich Nietzsche (1844-1900)]


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Ilha de Skeppsholmen, Estocolmo, Suécia.


A RTP2 está a transmitir uma série sueca chamada "MODUS" com o titulo em português "A TEIA", vi a primeira série de 8 episódios que se passava entre a cidade de Uppsala e a de Estocolmo, a segunda série começou em Dezembro e passa-se na cidade de Estocolmo, aparecendo grandes planos do velho veleiro AF Chapman atracado na Ilha de Skeppsholmen que é uma Pousada da Juventude e que na série serve de posto de comando da policia sueca. Trouxe-me muitas boas memórias porque este veleiro salta à vista de vários ângulos quando andamos na cidade, no meu caso tudo começou em 1980 no Inter-rail, de 1982 a 1984 com a estadia na Suécia e agora com a série porque aparece em todos os episódios e continua a ser uma Pousada de Juventude.

Skeppsholmen é uma das ilhas de Estocolmo. Está ligada às Ilhas de Blasieholmen e Kastellholmen por pontes. É acessível a pé pelo parque de Kungsträdgården, passando o Grand Hotel e o Nationalmuseum. Também é acessível por barco a partir de Slussen, Djurgården ou Nybroplan.
O seu posicionamento estratégico na entrada do Mar Báltico para Estocolmo, tradicionalmente tem sido a localização de vários edifícios militares. Hoje, a presença militar é baixa e vários museus estão lá localizados: Museu de Arte Moderna, o principal museu de arte moderna de Estocolmo, o museu arquitetónico, no mesmo edifício e Östasiatiska Muséet (museu do Leste-Asiático). Encontra-se também na ilha Teater Galeasen, na margem sul está o velho veleiro de AF Chapman, que é utilizado como pousada da juventude. O
Festival de Jazz de Estocolmo é um evento anual no verão realizado em Skeppsholmen.

Era nesta ilha que durante a nossa estadia de 1982 a 1984 se encontrava a sede da Lusitânia APE - Associação dos Portugueses em Estocolmo (fundada em 1972), visitamos algumas vezes mas encontramos sempre poucos portugueses e os que lá estavam queixavam-se do mesmo. Pela pesquisa efectuada continua a existir mas a sede agora é noutro local.

Devo dizer que sou um fã de todas as séries transmitidas à noite na RTP2, muito boa qualidade e diversidade de origens.

Sobe a série MODUS (A Teia), é um thriller sueco que adapta Pengemannen, o quarto livro da série literária de sucesso Vik/Stubø, da norueguesa Anne Holt.

Introdução à série 1, MODUS (2015),

Inger Johanne Vik, uma psicóloga e investigadora criminal, abandonou o FBI e está de volta à Suécia para ensinar. Mas um assassinato cuja única testemunha é Stina, a sua filha autista, leva Inger a envolver-se na investigação de uma série de mortes perturbadoras, onde conhece Ingvar Nyman, um detective da polícia nacional sueca.
Pouco depois desse assassinato, na véspera de Natal, Nyman é enviado a Uppsala para investigar o homicídio da episcopisa Elisabeth Lindgren. Em Estocolmo, outros corpos começam a aparecer e, embora as causas das mortes sejam diferentes, Inger começa a perceber um padrão.
Prontamente, Nyman e Inger juntam-se na perseguição frenética de um assassino em série.
 
(Fonte RTP2)
Introdução à série 2, MODUS II (2017),
Quatro anos depois, descobrimos as razões pelas quais Inger Johanne Vik fugiu de Washington, onde trabalhava para o FBI, e regressou à Suécia natal. Mas ficará tudo isso no passado? Helen Tyler, presidente dos Estados Unidos, está em Estocolmo, na Suécia, para uma visita oficial. Com ela está Warren Schifford, o ex-mentor de Inger Johannes no FBI e o aliado mais próximo da Presidente.
A psicóloga Inger Johanne Vik, agora numa relação com o detective Ingvar Nymann, da Polícia Nacional, vê-se arrastada para uma série de eventos imprevisíveis e vai ser forçada a enfrentar segredos dolorosos do passado.
As diferenças de cultura são evidentes entre os agentes da polícia nacional sueca e os agentes federais americanos, principalmente quando é descoberto o cadáver de um dos guarda-costas da Presidente, e esta é raptada.
O inimigo que enfrentam é mais poderoso do que podiam imaginar…
(Fonte RTP2)

VELEIRO AF CHAPMAN, construído em 1888, de 1888 até 1915 teve bandeira inglesa, de 1915 até ao presente com bandeira sueca. Veleiro construindo em aço, com 88,4 metros de comprimento, três mastros, como pousada de juventude tem 285 camas, o último restauro ocorreu em 2008. 

LUSITÂNIA APE, a Lusitânia APE é uma associação fundada em 1972 por um grupo de portugueses residentes na Suécia que tem como objectivo a dinamização do convívio entre os elementos da comunidade Portuguesa residente na área de Estocolmo e arredores. Divulgar a cultura portuguesa na suécia. A criação de eventos para celebrar os nossos feriados nacionais com gastronomia e musica portuguesa são uma prioridade no nosso calendário de atividades bem como eventos culturais para a comunidade sueca para promover a cultura portuguesa. Estamos também envolvidos em projectos direccionados à comunidade, tais como, actividades infantojuvenis “Projecto Brincar em Português” e workshops culturais e informativos. Veja o vídeo aqui.

FOTOS, as fotos publicadas para além das minhas tem como origem RTP2, Wikipédia e sites turísticos.


O veleiro AF Chapman, foto tirada em 1982 do Palácio Real.

O veleiro AF Chapman, foto tirada em 1982 de Slussen.
MODUS I
MODUS II













No meio da ponte para Skeppsholmen vista para o Palácio Real

Veleiro Chapman

 
285 camas



Veleiro AF Chapman




Também eu trago a saudade
nos sentidos


se dissesse que não
era mentira


Também eu perdi um cão
casas
rios


Mas hoje
tenho mulher
amigos
e uma saudade mais real
é que me inspira


["Também Eu Trago a Saudade" em "Novos Poemas Quotidianos" (1959), António Reis (1927-1991)]