Mostrar mensagens com a etiqueta Musica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Musica. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Edições e Reedições musicais



Na sequência do meu blog anterior e da pesquisa efectuada sobre o álbum do Phil Collins – Face Value, verifiquei que a indústria musical tem evoluído bastante no aspecto de adaptação às novas formas de distribuição do produto música.

O cantor em 2011 com 64 anos de idade, anunciou sua "reforma". Para a decisão talvez tenha contribuído uma lesão de 2009 nas vértebras na parte superior do pescoço que afectou a sua mão esquerda, o que significa que ele não pode tocar novamente sem aprender uma técnica completamente nova, além de anteriores problemas de saúde relacionados com a audição.
Em Maio de 2015 a "Warner Music" chegou a acordo com o cantor para reedição dos seus álbuns a solo e alguns materiais inéditos para os fãs, relançando desta forma a obra do cantor, também será a primeira vez que suas canções solo estarão numa mesma gravadora/editora no mundo ($$$).

No caso deste álbum "Face Value", a primeira edição foi em vinil, mais tarde houve uma reedição em CD, uma reedição “Deluxe Edition” em CD - habitual na indústria em que à edição normal se junta mais documentação, fotos, nova remasterização, novas faixas bónus da altura e não incluídas na edição normal, faixas ao vivo, só não explorei a vertente do MP3 (ITunes e outras plataformas).

Mas o que desplotou este pequeno texto foi a criatividade e talvez a honestidade de na “Deluxe Edition 2016” da obra do Phil Collins, para além de tudo o que foi dito atrás foram utilizadas fotos de 2016 do cantor no mesmo enquadramento dos álbuns originais, senti-me “muito velho” ao analisar esta evolução.

Nos últimos anos estamos a assistir ao retorno das edições em vinil de álbuns cuja primeira edição já foi no formato CD, é uma indústria “circular” …


Phil Collins - Not Dead Yet, em 2018 e na sequência do lançamento do seu livro de memórias "Not Dead Yet", fez uma tourneé na América do Norte de 15 espectáculos com o nome "Not Dead Yet! Live". Estes concertos em número limitado foram efectuados durante o mês de Outubro de 2018, contou com Phil Collins acompanhado pelo guitarrista de longa data Daryl Stuermer, o teclista Brad Cole, o baixista Leland Sklar, o percussionista Luis Conte e seu filho de 16 anos Nicolas na bateria mais uma secção de metais e cantores de apoio. Estes concertos continuam a acontecer agora numa escala mundial.


PHIL COLLINS - DELUXE EDITION 2016 (os primeiros 5 álbuns)



Face Value

1981 / 2016








Hello, I Must Be Going!

1982 / 2016






No Jacket Required

1985 / 2016







…But Seriously

1989 / 2016








Both Sides

1993 / 2016











Transformation / Transformação (Phil Collins)

"...
Vem comigo, eu levo-te lá
Para um lugar onde tu vais ver
Tudo aquilo que precisas de ser
Aquele que tu precisas de ser
E todas aquelas coisas que tu temias
Desaparecerão de ti com o tempo
..."


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Faixas de musica escondidas nos álbuns de vinil ou CD


Ao longo dos tempos fui sendo surpreendido com faixas de música em álbuns que não apareciam na lista do alinhamento das canções, normalmente após os breves segundos que separam as diversas faixas aparecia uma nova faixa que normalmente não tinha nada a ver com a anterior, quer pelo estilo, quer pelo som mais baixo, quer pela duração muito curta, etc.
Devo confessar, perdi sempre algum tempo a pensar e a tentar descobrir qual a origem de tal inserção no álbum, a partir de determinada altura passei a assumir que tal se devia à edição em CD do disco em vinil e que funcionava como um bónus, e assim continuei ... até deixar de pensar no assunto.

Esta semana estive a fazer algumas pesquisas a nível musical, numa das listas com o resultado, apareceu um site "http://hiddensongs.com" cuja tradução é "Canções escondidas", apresento parte da definição deste tipo de faixas traduzida da página inicial:
Uma lista abrangente de faixas ocultas e não listadas de álbuns de todos os tipos de artistas ao longo da história da música gravada, de discos de vinil a cassetes, discos compactos a MP3s.
Uma faixa oculta (também conhecida como "faixa fantasma" ou "ovo da Páscoa") é uma música num álbum que não está listada na capa ou contracapa do álbum. Num CD, geralmente a música é a faixa final e surge após um breve momento de silêncio. Esta faixa oculta e não listada é diferente das restantes do álbum porque não pode ser seleccionada directamente, normalmente podem ser gravações ao vivo, misturas alternativas, nem sempre são músicas; às vezes são brincadeiras em estúdio ou entrevistas.
Quanto ao site, está aberto à comunidade que cria as várias entradas de cada álbum que tenha uma faixa oculta,deverá passar por algum tipo de validação até ser publicada.

Cada inserção, deve identificar o artista, o álbum, a faixa e qual o momento medido em minutos e segundos onde é iniciada a faixa escondida.

Exemplo 1 - Vocal no fim da faixa:



Phil Collins, Álbum: Face Value (1981), Faixa: #12 "Tomorrow Never Knows"

Canção
"Over the Rainbow", originalmente cantada por Judy Garland no filme de 1939 "O Mágico de Oz" (muitas vezes referido como "Somewhere Over the Rainbow").

Como encontrar: Começa aos 4m e 14s da faixa #12.




Exemplo 2 - Mensagem no fim da faixa:


Tom Petty, Álbum: Full Moon Fever (1989), Faixa: #5 "Runnin' Down a Dream"

Mensagem: "Hello, CD listeners. We've come to the point in this album where those listening on cassette or record will have to stand up - or sit down - and turn over the record - or tape. In fairness to those listeners, we'll now take a few seconds before we begin side two. Thank you. Here is side two.",
"Olá, ouvintes do CD. Chegamos ao ponto neste álbum, onde aqueles que ouvem em cassete ou disco terão que se levantar - ou sentar - e virar o disco - ou fita. Para ser justo com esses ouvintes, vamos agora demorar alguns segundos antes de começarmos o segundo lado. Obrigado. Aqui está o lado dois".

Como encontrar: Começa aos 4m e 25s da faixa #5.


Exemplo 3 - Faixa que não consta na lista:




Rolling Stones, Álbum: Dirty Work (1986), Faixa: #11 "Key To The Highway"(excerto)

Excerto de música, o álbum Dirty Work foi dedicado ao co-fundador e teclista dos Rolling Stones, Ian Stewart, que morreu após a sessão de conclusão deste álbum. O álbum termina com Stewart a tocar um trecho de blues "Key To The Highway".

Como encontrar: Ouvir directamente a faixa #11.




Quando se pensa que já nada nos surpreende no mundo actual dos sites da internet, eis mais um exemplo ...


sábado, 23 de junho de 2018

Os concertos gloriosos no Dramático de Cascais




















Como o Pavilhão do Dramático de Cascais era um espaço com grande lotação +/- 10.000 espectadores, para além das bancadas de cada lado do ringue onde o palco era montado, sobrava a restante área do ringue para espectadores, foi escolhido para concertos. Como qualquer pavilhão destinado à prática desportiva, a acústica não era das melhores e mesmo as condições de segurança não seriam as mais recomendadas. O primeiro concerto foi também o primeiro Festival de Jazz de Cascais em Novembro de 1971.

Assisti a vários concertos a partir da segunda metade dos anos 70, no grupo de amigos era obrigatório ir a Cascais em dia de concerto - mesmo sem bilhete. Havia um ritual, comprar um bom frango assado para cada um, batatas fritas e cerveja, ir comer e beber na baía a ver o mar, no fim ir até ao pavilhão.

Se tínhamos bilhete, entrava-se e ficava-se a "morder" o ambiente até à hora de início do concerto.

Se não tínhamos bilhete, ia-se para a entrada, que era única e afunilava as pessoas no acesso, começava o jogo do "não empurrem, é pá não empurrem", com força e muito engenho, de vez em quando, tínhamos um felizardo de um atleta de 100 metros a alcançar um recorde mundial!

Não se pense que o jogo do "não empurrem" era fácil, à volta do jardim em frente ao pavilhão havia muitas carrinhas do corpo de intervenção do COPCON que zelava pela segurança com excesso e denodo, mais tarde substituído pela actuação fora do pavilhão pelos comandados do Chefe Catita, da PSP (mais tarde vim a conhecê-lo pessoalmente, já reformado, era pai de um amigo e vizinho em Cascais). Independentemente de quem, os ditos dentro das carrinhas estavam prontos para "educar" a juventude actual da época ... Batemos o recorde no concerto dos Dr. Feelgood, com 6 cargas policiais mais ou menos longas, só parávamos na baía, aguardávamos até tudo acalmar, depois lá iniciávamos o regresso para nova ronda do jogo. Tentava-se até ao início do concerto, depois era mais difícil porque para resultar tinha que haver pessoas com bilhete a entrar. Quando a qualidade do som que chegava ao exterior era aceitável, ficávamos a ouvir durante algum tempo.

Com ou sem bilhete ficava-se sempre com "o oxigénio e o cheirinho" de um concerto!

Segundo rezam as notícias houve tumultos dentro e fora do pavilhão antes, durante e depois dos concertos dos Tubes, Dr. Feelgood, Stranglers, Joe Jackson, Lene Lovich, Lou Reed, Steve Harley, Clash, Iggy Pop, Ian Dury, Boomtown Rats, Dexys Midnight Runners ou Ramones. Acuso-me de só ter participado em 2 destes eventos, actualmente talvez dessem o nome de "Sunset": Dr. Feelgood e Stranglers.

O último concerto aconteceu em Novembro de 1998,
nessa altura, o risco de derrocada já era aparente e existia uma bancada interditada, começou a ser demolido em Setembro de 2005. Actualmente é um pacífico parque de estacionamento, PAGO, claro está, temos que aderir às modernices.

JORNALISTA NUNO GALOPIM, recorda que "Em final dos anos 70, início dos anos 80, numa altura em que não havia o hábito de se realizarem concertos em Lisboa, aquele era o espaço de fuga com sabor a rock and roll que conhecíamos", não era um espaço sofisticado, não tinha um som magnífico, mas perante nada, aquele pouco sabia a tudo. Nós acampávamos na estação à espera do primeiro comboio da manhã, passávamos a noite fora de casa".
"No final, o Dramático tornou-se um espaço para a música mais pesada, talvez por não exigir uma sofisticação acústica tão grande como outros artistas que se mudaram para o Coliseu ou a Aula Magna".
"O Dramático teve o seu tempo e está na memória de quem o viveu".

LOU REED, o ex-vocalista dos Velvet Undergroud, que tinha datas marcadas para o Porto e Cascais, encontrou a Invicta em noite de São João, "apanhou uma bebedeira monstruosa" e não foi capaz de actuar. Para compensar, deu um concerto de três horas no Dramático".

FOTOS, todas as fotos publicadas foram obtidas na web dos sites do jornal de Notícias, RTP, Dramático de Cascais e WikiPédia.



Em 2004, um ano antes da demolição
Aspecto da bancada














Processo de demolição iniciado.
The End






















"O mundo é um belo lugar e vale a pena lutar por ele e eu detesto muito deixá-lo."

[Ernest Hemingway (1899-1961)]

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A ouvir Neil Young há 3 dias ... de trás para a frente.


Não sei porque motivo me veio à lembrança Neil Young, já não o ouço há algum tempo, principalmente os últimos trabalhos. Assim, decidi actualizar a discografia que tinha e tomei a decisão de ouvir da frente para trás por ordem de anos de edição dos vários trabalhos.
Que agradável surpresa, normalmente costumo fazer ao contrário para apreciar a evolução, no caso do Neil Young, deve ser o cantor com mais álbuns ao vivo editados ao longo dos anos intercalados com obras mais recentes, como exemplo: a seguir ao álbum editado e de 2009 (Fork In The Road), ouvir o álbum editado em 2009 (Dreamin Man Live '92) e de seguida ouvir o álbum editado em 2008 (Sugar Mountain - Live at Canterbury House 1968), num espaço de 2 horas ouvir musica e interpretações com intervalos de tempo significativos.

Neil Young sempre demonstrou não ter medo de experimentar vários estilos musicais, mas retorna sempre ao seu estilo original com o qual me identifiquei desde sempre, o folk e o blues rock.

O até agora concerto da minha vida é de Neil Young, em 9 de Outubro de 1982 em Estocolmo, como sempre fazia procurei preparar-me para o concerto, adquiri as cassetes dos 2 últimos trabalhos editados, "Re-ac-tor" de 1981 e "Hawks & Doves" de 1980, o walkman foi a minha companhia diária porque apostei que a grande incidência da actuação no concerto seria sobre estes álbuns mais canções antigas. Fui completamente ultrapassado pela realidade, concerto muito dinâmico e enérgico com 3 áreas muitos distintas, folk, rock e electrónica (estava em preparação o álbum "Trans"), apesar da duração do concerto no fim ainda houve 6 musicas extras. Músicos muito bons com especial destaque para o Nils Lofgren, espectacular ... parecia que tinha pilhas Duracel.
No dia anterior tinha dado um concerto em Gotemburgo, devem ter aquecido para o concerto de Estocolmo que foi considerado pela crítica como o melhor dos 2 sem comparação possível.
Para se ficar com uma ideia do meu estado, não consegui ir de transportes para casa, fiz o longo percurso a pé como única forma de digerir toda a energia acumulada.


Esta crítica foi originalmente publicada pelo jornal Nerikes Allehanda em 11-10-1982.

     Uma lenda do rock visitou a Suécia. Neil Young fez dois concertos, Gotemburgo na sexta-feira e Estocolmo no último sábado, que serão recordados por um longo tempo. Havia expectativa em todos os campos, esperanças e excitação andavam no ar. Neil Young não só abraça todas as altas expectativas, ele fez desses concertos momentos inesquecíveis, com mil destaques.
     Todos participaram nos dois concertos de Neil Young na Suécia, dois estádios de hóquei no gelo lotados (11.000 a 12.000 pessoas) e alto astral. Foi um resgate em massa no retorno do filho perdido, Neil Young está de volta aos nossos corações.

     Em menos de duas horas, é claro, ele só tocou uma pequena fracção de sua produção de discos. Mas depois da impressionante introdução de "Cinnamon Girl", "Everybody Knows This Is Nowhere" e "Southern man" fui derrotado e vendido. Nada poderia acontecer de errado de qualquer maneira, apresentou um punhado de músicas recém-escritas com um som muito experimental.
     Neil Young é um roqueiro, compositor popular, músico country, guitarrista de blues e agora também um homem com interesses electrónicos. Juntamente com Nils Lofgren, eles realizaram cenas quase teatrais, onde cantaram através de um vocoder, a chamada distorção de voz, e a cena foi às vezes transformada em pura ficção científica.
     Pode ser que seja a onda sintética inglesa que introduziu Neil Young nas possibilidades electrónicas da música rock, mas isso soa completamente diferente, mais excitante e incrivelmente eficaz. Com uma mistura única de emoção e electrónica, Neil Young deu mais um passo natural na sua já indescritível carreira.
     O mesmo lance contraditório e incidência irreversível encontrada nos discos de Neil Young também contou para o concerto. O mesmo homem que numa canção "Like a hurricane" quase apagou as cordas de sua guitarra eléctrica, na próxima (um re-arranjado) "The Old laughing lady" tocando um violão puro e bonito. Mostrou grandeza.
     O grupo de companheiros do Crazy Horse expandiu-se e se tornou um grupo bem conhecido. Já mencionado, Nils Lofgren, como guitarrista, ficou à sombra de Neil Young, mas dançou na sua maneira especial, enquanto cantava, tocando o sintetizador e piano. Ralph Molina era uma autoridade por trás dos tambores e percebeu o quão importante ele foi para Crazy Horse e Neil Young ao longo dos anos.
     O baixista do Old Buffalo Springfield, Bruce Palmer, o percussionista Joe Lala e o guitarrista Ben Keith também ajudaram a levar o concerto a infinitas alturas, às vezes.

Claro, eu senti falta de muitos clássicos de Neil Young, mas as 21 músicas (das quais duas foram cantadas por Lofgren) que ele escolheu ainda representavam uma imagem completa do lendário artista. De rock discreto a belas baladas.
      "The Needle And The Damage Done" executada pelo próprio Neil no palco no topo do cais de dez metros de comprimento que se estendia sobre o parquet. Das alturas baixas, parecia que ele estava literalmente sendo executado em mãos estendidas. A música é um beijo na cara daqueles que afirmam ser preconceituosos e ignorantes que toda a música rock se propaga por drogas. Aqui ele nos contou sobre a dependência, as consequências e a morte inevitável.
     O final do concerto foi tão impressionante quanto a introdução. Em "My my hey hey" o inferno começou e o Ice Hall tornou-se um puro inferno e transformou-se num pequeno e intimista clube de rock. Molina deu um olá para trás da bateria, Lala bateu com as palmas reforçadas com microfone (!) E Neil acenou para longe com tons de guitarra que não pareciam possíveis. Como se tivessem sido inventados ao mesmo tempo, foram jogados para fora dos alto-falantes.
     Uma versão ofegante de "Like a hurricane" antes do palco ficar vazio e escuro com Neil a retornar com o violão "Helpless", em Gotemburgo com Nils Lofgren no acordeão.
     Uma versão para todos os temas de "Sugar Mountain" e quando uma versão hard-tough de "Mr. Soul" tinha sido tingida, o recinto escuro tinha sido iluminado, prometi a mim mesmo nunca comparar diferentes concertos com diferentes artistas em diferentes ocasiões.
     É um roqueiro de 36 anos e a lenda ainda é jovem. Para sempre jovem.

Músicos:

Neil Young: voz, guitarra, teclados e vocoder
Ben Keith: pedal steel guitar, slide, teclados e voz
Nils Lofgren: guitarra, acordeão, teclados, vocoder e voz
Joe Lala: percussão
Bruce Palmer: baixo
Larry Cragg: Banjo
Ralph Molina: bateria e voz
Joel Bernstein: sintetizador

Alinhamento das músicas:
Cinnamon Girl
Everybody Knows This Is Nowhere
Southern Man
Computer Age
If You Got Love
Are You Ready For The Country?
Soul Of A Woman
A Little Thing Called Love
Old Man
The Needle And The Damage Done
The Old Laughing Lady>Guilty Train
After The Gold Rush
Transformer Man
I Don't Want To Talk About It
Beggars Day

Músicas extras:
Sample And Hold
Hey Hey, My My
Like A Hurricane
Helpless
Sugar Mountain
Mr. Soul

Completando a informação sobre a época ...

Os anos de 1980 e 1981 foram praticamente livres de digressões e concertos com Neil Young, mas em 1982 seria diferente. No verão de 1982, lançou a sua recém-composta e relativamente grande banda, chamada Trans Band, numa
digressão de duas semanas no sul da Califórnia. Antes, esteve na Europa, em Agosto em França para a grande estreia do novo espectáculo. Depois seguiu-se a Alemanha, Itália, Suíça, Holanda, Inglaterra, Bélgica e Noruega, ele chegou a Gotemburgo no dia 8 de Outubro.

As origens e contactos anteriores dos musicos da Trans Band com Neil Young, Nils Lofgren foi um dos primeiros membros do Crazy Horse, a banda mais comum de Neil Young, onde o baterista Ralph Molina também tocou.
Bruce Palmer, colega mais velho de Neil fazia parte da primeira edição de Buffalo Springfield, mas foi forçado a deixar o grupo devido a vários crimes relacionados a drogas que o fizeram ser expulso dos Estados Unidos, tocou em vários grupos desconhecidos antes de aparecer de repente em 1982. Ben Keith, era outro músico bem conhecido no círculo de Neil Young, tocaram juntos em muitos discos durante muitos anos.
Joe Lala foi durante dez anos membro de Stephen Stills Manassas, mas era um músico de estúdio experiente em muitos contextos diferentes. Larry Cragg e Joel Bernstein também são mencionados como músicos de estúdio.

Uma semana depois da visita sueca, todo o concerto de Neil Young em Berlim foi filmado e divulgado em vídeo.

Nos últimos dias de Dezembro de 1982, o álbum "Trans" foi finalmente lançado e foi uma grande decepção. Como resultado, Neil Young nunca mais voltaria a essas áreas musicais.


VOCODER, é um instrumento analisador e capaz de sintetizar a voz humana, funciona como um codificador vocal. A sua função principal no campo de música é de tornar a voz humana numa voz sintetizada. O vocoder foi introduzido nos anos de 1930, originalmente para aplicações no campo de telecomunicações com fins de codificar a voz para transmissão electrónica com seu uso primário sendo comunicação de rádio segura (i.e. protegida), em que a voz tem que ser digitalizada, encriptada e, então, transmitida num canal de banda vocal estreita.

JOHANNESHOV ISSTADION, é um pavilhão gimnodesportivo e um estádio de hóquei no gelo localizado na cidade de Estocolmo, Suécia. Foi inaugurado em 1955 e tem capacidade para 8 094 pessoas durante eventos desportivos.

FOTOS, todas as fotos publicadas foram obtidas na web dos sites do jornal Nerikes Allehanda, Revista Rolling Stone e WikiPédia.



 
Fotos do concerto
de 1982



















Tenho um bilhete igual, tenho que o encontrar para substituir a imagem apresentada.















Neil Young - In Concert 1971 BBC




A Melhor Parte da Nossa Memória está Fora de Nós

As recordações em amor não constituem uma excepção às leis gerais da memória, também ela regida pelas leis do hábito. Como esta enfraquece tudo, o que mais nos faz lembrar uma pessoa é justamente aquilo que havíamos esquecido por ser insignificante e a que assim devolvemos toda a sua força.
A melhor parte da nossa memória está deste modo fora de nós. Está num ar de chuva, num cheiro a quarto fechado ou no de um primeiro fogaréu, seja onde for que de nós mesmos encontremos aquilo que a nossa inteligência pusera de parte, a última reserva do passado, a melhor, aquela que, quando se esgotam todas as outras, sabe ainda fazer-nos chorar.


["A Melhor Parte da Nossa Memória está Fora de Nós" em "A Fugitiva", Marcel Proust (1871-1922)]