Mostrar mensagens com a etiqueta Baleias/Cachalotes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Baleias/Cachalotes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Observação de Baleias e Golfinhos.

Faz parte das férias, estar nos Açores e não fazer observação de Baleias e Golfinhos é como se a viagem ficasse incompleta.
Resolvemos ir fazer observação e para tal utilizamos os serviços e actividades do Peter Café Sport. 
Partimos no barco com uma bióloga para as explicações que se impõem nesta actividade, com a saída do porto da Horta tivemos oportunidade de observar a cidade do lado do mar, fomos andando até chegar a um local onde já estavam outros barcos a aguardar a vinda à superfície de baleias, entretanto durante a viagem fomos acompanhados por golfinhos a nadar à frente do barco.
Foi com uma enorme emoção que observamos os cachalotes, ao fim de algum tempo regressamos à Horta.
Para a viagem ser perfeita nada como uns largos minutos de chuva.

A série "Planeta Azul" produzida pela RTP em 2001 dedicou um dos episódios ao Arquipélago dos Açores (Horta) - "Protecção de Baleias e Golfinhos", veja o vídeo aqui.


ENJOO, mais uma vez fui "atacado" por este mal, deixei a minha marca no mar.

PICO, o Pico sempre omnipresente na viagem, é impossível ignorá-lo, continua a ser para mim uma das mais belas paisagens. Não é monótona a observação do Pico pois ao longo do dia vai mudando por causa dos "acessórios" - nuvens, nevoeiro, luz do sol, etc.

ENQUADRAMENTO DA OBSERVAÇÃO, foi dos mais belos enquadramentos onde já estive, no meio do canal com o Pico de um lado e o Faial do outro, completamente diferente de estar no meio do oceano só com mar a rodear-nos.

FOTO, a foto inicial foi tirada a um dos cachalotes durante a observação.


O barco das observações do Peter Café Sport.
A bióloga.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 







A bela chuva!

 

A cidade da Horta vista do mar


 







 






 






 









 






 








 
















O Pico vist0 do mar

 





















Vai o serão p’la noite dentro.
Sentam-se, na larga esteira,
velhos, novos e crianças
junto ao fogo da lareira.
Os velhos sabem tanta coisa!…
E as crianças, encantadas,
ouvem histórias de baleias,
de princesas e de fadas.


[“Serão Açoriano”, da colectânea de poemas "Toadas do mar e da terra", José Dias de Melo (1925-2008)]


sábado, 14 de outubro de 2017

O Monte Brasil, Ilha Terceira, Açores


Durante a nossa estadia de 5 anos na Ilha Terceira moramos alguns meses nas instalações militares da Marinha Portuguesa no Monte Brasil que ficavam quase na ponta do monte do lado da baía de Angra. Era-mos os únicos civis para além do faroleiro a residir nessas instalações – Fortaleza São João Baptista. O mar era uma constante assim como a vista para o Ilhéu das Cabras, nas suas várias fases desde o amanhecer até ao pôr-do-sol, em dias limpos via-se a Ilha de S. Jorge e a Ilha do Pico.

BALEIAS, neste local privilegiado podemos observar dezenas ou centenas de vezes a partida para a pesca à baleia, começava tudo com uma sirene a tocar na cidade de Angra do Heroísmo, depois era ver os pescadores a fazerem-se ao mar, mais tarde e na maioria das vezes passava à nossa frente a baleia morta a ser rebocada contornando o Monte Brasil com destino a Porto Mateus. Embora fascinante poder assistir a toda a operação felizmente que esta prática foi proibida.

PESCARIAS, o meu pai chegava a casa e dizia “Dêem-me mais ou menos 20 minutos pois vou pescar o jantar”, passado algum tempo lá aparecia com uma bela garoupa. Ao mesmo tempo apanhavam-se umas lapas para fazer o arroz, mais uma refeição oferecida pela natureza.

CAGARROS, numa pescaria nocturna o meu pai ao lançar o aparelho a linha de pesca enrodilhou-se num cagarro que estava a voar provocando a sua queda com alguns ferimentos. Foi tratado na nossa casa, após uma estadia de 3 dias foi solto para retornar à sua actividade.

FAROL, todos os dias o farol existente na altura era ligado para mais um período nocturno, esta operação era manual e efectuada pelo faroleiro. Era um fascínio para nós porque acompanhávamos toda a sequência, ao fim de algum tempo já dominávamos e caso fosse necessário podíamos “substituir” o faroleiro. O faroleiro apesar de ter casa junto ao farol morava em Angra do Heroísmo, assim todos os dias fazia por duas vezes o trajecto a pé entre Angra e a ponta do Monte Brasil.

FOTO, a foto que publico mostra parte das instalações da Marinha Portuguesa assim como a casa do faroleiro, a traseira do farol e parte da muralha da fortaleza.

Foto tirada no farol do Monte Brasil, estou eu, irmão e mãe. Para além da vista sobre a baía na mesma encontra-se um navio de passageiros ao largo.


Monte Brasil
Extraído de imagem via satélite está assinalado o local onde ficavam as instalações, dá para se ficar com uma ideia acerca do trajecto a efectuar diariamente para se ir trabalhar, às compras, etc.
A partir da baía está assinalado o local onde ficavam as instalações







"Quando penso no mar, o mar regressa
A linha do horizonte é um fio de asas
E o corpo das águas é luar;

De puro esforço, as velas são memória
E o porto e as casas
Uma ruga de areia transitória."

[Poema "Correspondência ao Mar" de Vitorino Nemésio (1901-1978)]