Mostrar mensagens com a etiqueta Nelson Mandela. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nelson Mandela. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Hóquei em Patins

Está a decorrer agora o Campeonato Europeu de Hóquei em Patins na Corunha, Espanha.
Portugal é um dos concorrentes, até agora ganhou todos os jogos tendo concluído a fase de grupos ganhando o Grupo A, passando para os quartos de final.

Sempre gostei de Hóquei em Patins, este gosto nasceu quando regressado dos Açores, fomos morar na casa dos meus avós em Campo de Ourique que estavam a morar na quinta em Albarraque.

A casa ficava ao pé do quartel do exercito e do pavilhão do C.A.C.O. - Clube Atlético de Campo de Ourique, que tinha uma equipa de hóquei em patins e participava no campeonato nacional, a estrela da equipa era o Vaz Guedes, jogador excepcional, dava gosto ver os treinos e os jogos.

O Vaz Guedes era uma pessoa extraordinária para com as pessoas e associados que assistiam aos treinos, dialogava connosco, sempre disponível e relativamente aos jovens, explicando e incentivando a prática do hóquei.
Outros tempos, a aproximação entre os jogadores e os adeptos em geral era muito grande, era desta forma que se promovia o desporto em geral e se “angariava” novos praticantes.

Tempos muito felizes, era um deslumbramento assistir à perícia destes jogadores durante os treinos e jogos oficiais.


 
HÓQUEI EM PATINS, é um desporto colectivo que se joga num rinque em que os atletas rolam sobre patins usando um stick para conduzir uma bola e introduzi-la na baliza adversária.
O Hóquei em Patins tradicional é jogado por cinco jogadores, quatro em campo e um guarda-redes. Neste desporto é utilizado o seguinte equipamento: patins (compostos por quatro rodas cada patim, travão, chassi e bota), stick e bola. Como equipamento de protecção utiliza-se caneleiras, joelheiras, luvas, coquilha e no caso dos guarda-redes, protecção de coxa, máscara para a cabeça e
cotoveleiras.

JOSÉ VAZ GUEDES (1939-2016), natural de Pêgo do Altar,
em Alcácer do Sal, é uma figura incontornável do hóquei em patins iniciada a carreira de hoquista em 1950 como jogador infantil, com carreira nas décadas de 60 e 70, pelo C.A.C.O. e pelo Sporting, onde foi jogador e treinador. Parte das suas conquistas, sete campeonatos da Europa e do Mundo, quatro taças Latinas e dois torneios de Montreux. Morreu aos 77 anos. 

C.A.C.O. (Clube Atlético de Campo de Ourique), o hóquei em patins
transformou-se no ex-líbris do C.A.C.O., com o seu apogeu nos anos de 1954, ano em que o Clube foi Campeão Nacional e em 1955, conquistando o Troféu Teresa Herrera (antiga taça dos campeões europeus) troféu único no país .
Refira-se que pelo C.A.C.O. passaram grandes figuras do hóquei nacional, campeões europeus e mundiais, como Carlos Bernardino, Vaz Guedes, Carlos Pires, António Matos, José Pereira, Realista, Luís Nunes, entre outros. Com altos e baixos, esta modalidade tem permanecido em actividade até hoje.



FOTOS, as fotos publicadas foram obtidas na internet na wikipedia, www.cacoclube.com, record.pt.



























Quem duvida que o desporto é uma janela importantíssima para a propagação do jogo limpo e da justiça? No fim de contas, o jogo limpo é um valor essencial no desporto!
(...) A reconstrução e a reconciliação, a construção nacional e o desenvolvimento, devem andar de mãos dadas. Neste processo, o desporto é uma grande força de unidade e reconciliação.
(...) Embora vivamos num mundo em que o bem que existe nas pessoas geralmente impera, é triste que também existam os que exploram a magnanimidade e a honestidade. Temos, pois, de afirmar e celebrar constantemente as boas acções e as virtudes sociais. Neste contexto, o desporto desempenha hoje um papel preeminente na apresentação do que é bom e na exemplificação do que é saudável.



["O Papel do desporto" em "Discurso (1997)", Nelson Mandela (1918-2013)]



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Nem sempre tenho boas lembranças


Dada a minha situação actual, tenho mais tempo livre para ler e ver notícias de um modo calmo (não fico pela leitura dos cabeçalhos), pensar e compreender as mesmas, perder-me em conjecturas e comparações entre situações semelhantes ocorridas actualmente e no passado. Em termos de sensibilidade e emotividade também estou mais fragilizado, noto essa alteração pelo facto de ligar e reagir a determinados temas de outra forma.

Esta introdução surge na sequência dos últimos acontecimentos passados em Lisboa, no fim de semana de 23 a 24 de Junho de 2018, na zona da Expo, ver pessoas numa fila a aguardar a vez para entrarem num pavilhão, grande número de idosos, idosos de idade muito avançada, de cadeira de rodas e a respirar oxigénio. Depois à saída ao serem entrevistados, principalmente ver os idosos emocionados e a chorar com a situação pela qual fizeram um esforço e foram votar, não, não, não estavam assim devido a problemas de fome, saúde, perda de um ente querido, mas sim por uma paixão que não tem explicação – que muitas vezes é a única alegria que tem na vida, que uma irresponsabilidade anormal e egocêntrica lhes esteja a provocar … no mínimo chamo-lhe infelicidade.

Depois assistir ao pós acto no pavilhão, contrariamente ao tudo o que comunicou e disse, a mesma irresponsabilidade anormal e egocêntrica fazer exactamente ao contrário depois de cenas e atitudes lamentáveis, entretanto chegámos a segunda feira, já vamos em duas situações distintas e o dia ainda não acabou.
Como penso pela minha cabeça e a minha memória não é curta, vou escrever uns parágrafos acerca de 3 figuras que ficaram ou irão ficar na história por maus motivos, segundo “eu”.


Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que após um “golpe de estado duvidoso”, parecia encomendado, afastou, prendeu e afastou quase toda a oposição, jornalistas, professores, funcionários públicos e militares. Fechou jornais e televisões privadas, etc. etc. Alterou a constituição para dar mais poderes ao presidente da republica. No último fim de semana foram realizadas eleições, particularmente importantes porque representam a passagem do sistema parlamentar até agora em vigor para um regime presidencialista. Foi reeleito à primeira volta para um novo mandato presidencial com poderes reforçados, a partir de agora, a Turquia adopta o modelo presidencialista e Erdogan aumenta consideravelmente o seu poder. Recordo que a percentagem foi de 52%.

Entre outras coisas a reter, recordo um “golpe de estado duvidoso”, parecia encomendado. Alteração da constituição para reforçar os poderes.


Presidente venezuelano Nicolás Maduro, governa por decreto, com poderes especiais, desde Novembro de 2013. A presidência tem sido marcada pelo declínio socioeconómico venezuelano, com acentuado crescimento da pobreza, inflação, criminalidade e fome. Maduro, culpa a especulação e uma "guerra económica" imposta à nação pelos seus opositores, internos e externos. A escassez de produtos de subsistência na Venezuela e uma queda considerável no índice de qualidade de vida no país, resultou numa série de protestos populares a partir de 2014 que foram aumentando de intensidade com o tempo, instigando uma resposta violenta das forças de segurança do governo, causando dezenas de mortes e aumentando a sua impopularidade. Esta impopularidade levou a oposição a vencer as eleições parlamentares de 2015 e obter a maioria da Assembleia Nacional, porém, Maduro conseguiu contornar a autoridade legislativa e manter seu poder total através da Suprema Corte e os Tribunais Eleitorais, junto com outros corpos políticos, todos dominados pelos seus apoiantes, contando também com apoio dos militares. Em 2017, o presidente anunciou uma nova constituinte, não sancionada ou apoiada pelo parlamento, enchendo-a com seus partidários, removendo efectivamente os poderes da Assembleia Nacional (dominada pela oposição). Esses movimentos antidemocráticos levaram a condenações dentro e fora da Venezuela, com várias nações impondo sanções contra o país.
Em Maio de 2018, foi reeleito para um mandato de seis anos, numa eleição polémica, não reconhecida pela oposição e por um grande número de países.

Entre outras coisas a reter, recordo os longos monólogos na televisão oficial com os aplausos das claques, ainda não consegui esquecer até hoje as reportagens ao estado dos hospitais e doentes.


Chanceler do Reich Adolf Hitler, sob a sua liderança e com uma ideologia racista motivada, o regime nazi perpetrou um dos maiores genocídios da história da humanidade, matando milhões de pessoas que Hitler e os seus seguidores consideravam como “sub-humanos" e socialmente "indesejáveis". No final da Segunda Guerra Mundial, em 28 de Abril de 1945, com a cidade de Berlim completamente cercada, Hitler no bunker já tinha perdido a noção da realidade, ia movendo exércitos imaginários no seu mapa, ordenou que o general Walther Wenck atacasse e quebrasse o cerco a Berlim, mas ele foi detido e rendeu-se aos americanos.
Perto da meia-noite de 29 de abril, casou-se com Eva Braun, na manhã seguinte foi informado da execução de Mussolini, que havia sido preso e torturado antes de morrer, e depois teve seu corpo pendurado em praça pública para ser cuspido pela população. Esta notícia aumentou a determinação de Hitler de se suicidar para evitar a captura, com as tropas soviéticas a apenas algumas horas de marcha da Chancelaria do Reich. Hitler suicidou-se.

Entre outras coisas a reter, recordo os longos e inflamados discursos, ainda não consegui esquecer até hoje as várias dezenas de milhões de pessoas mortas e a mentalidade e ideologia "superior" nazi.


Espero não ofender ninguém que por casualidade leia esta crónica, mas, é difícil para alguém com a idade que tenho ficar indiferente a esta situação, a minha memória já tem passado assim como a minha consciência, não se pode brincar com as emoções das pessoas, porque ao contrário dos "posts" aqui não se pode "eliminar" e ficar tudo bem como dantes. Quantas e que marcas ficarão registadas até ao final das suas vidas.

Um exemplo abstracto, num país irreal, na semana 53:
  • Na sexta, não vou à AG;
  • No sábado, foi à AG e até votou com algumas cenas de "stand up comedy" pelo meio;
  • No sábado, foi destituído, anunciou a resignação, nem sequer voltará a ser adepto;
  • No domingo, afinal, não vai aceitar conclusões de AG nenhuma, e vai a votos em Setembro …
  • No domingo, no seu delírio cria um novo clube: Campo Grande Sporting Club;
  • Na segunda, de manhã, o novo presidente da SAD, não pode entrar nas instalações;
  • Na segunda, de tarde, o novo presidente da SAD já pode entrar na SAD para reunião e passagem de testemunho ...
Quem quiser um dia escrever a crónica desta novela arrisca-se a trabalho hercúleo.


A Minha Inspiração

A minha inspiração são os homens e as mulheres que surgiram em todo o globo e escolheram o mundo como o teatro das suas operações, e que lutam contra as condições sócio-económicas que não promovem o avanço da Humanidade, onde quer que este ocorra. Homens e mulheres que lutam contra a supressão da voz humana, que combatem a doença, a iliteracia, a ignorância, a pobreza e a fome. Alguns são conhecidos, outros não. Essas são as pessoas que me inspiraram.
["Conferência na London School of Economics, Londes (2000)", Nelson Mandela (1918-2013)]